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	<title>MixCarioca &#187; sebastian cuattrin</title>
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		<title>Circuito das Ilhas Cariocas &#8211; de 10 a 12 de outubro</title>
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		<pubDate>Wed, 07 Oct 2009 14:08:32 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gláucio Burle</dc:creator>
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		<description><![CDATA[O Circuito das Ilhas Cariocas de Canoa Havaiana vai reunir, além dos maiores nomes do esporte no Brasil, esportistas que se interessaram pela história e pela aventura de enfrentar o mar aberto a bordo de uma canoa muito parecida com ]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">O Circuito das Ilhas Cariocas de Canoa Havaiana vai reunir, além dos maiores nomes do esporte no Brasil, esportistas que se interessaram pela história e pela aventura de enfrentar o mar aberto a bordo de uma canoa muito parecida com as usadas há 3 mil anos nas Ilhas do Pacífico. Entre os mais de 200 atletas inscritos no evento, que acontece na Praia de Copacabana, nos dias 10 e 12 de outubro, estão a multiatleta Dani Genovesi e o canoísta olímpico Sebastian Cuattrin.</p>
<p style="text-align: justify;">“Copacabana é um lugar fantástico, com ótimas ondas e uma capacidade boa de absorver as canoas. Vai ser muito legal competir num dos cartões postais do Brasil. Mas como acredito que o mar esteja agitado, a prova vai ser bem difícil”, disse Cuattrin, integrante da seleção brasileira de canoagem de velocidade há 20 anos e ganhador de 9 medalhas em Jogos Pan-americanos.</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://www.mixcarioca.com/wp-content/uploads/2009/10/arte2.jpg"><img class="aligncenter size-medium wp-image-1188" title="arte(2)" src="http://www.mixcarioca.com/wp-content/uploads/2009/10/arte2-300x176.jpg" alt="arte(2)" width="300" height="176" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">“Me apaixonei no primeiro contato com o esporte, especialmente por causa do trabalho em equipe e do respeito ao mar e a natureza de uma maneira em geral. Essa idéia de conjunto, de seis pessoas remando juntas, cada um com uma função, é muito legal”, completa Dani Genovesi, a primeira latino-americana campeã do Race Across America (RAAM), a mais desgastante maratona ciclística do mundo.</p>
<p style="text-align: justify;">O Circuito das Ilhas Cariocas de Canoa Havaiana é a última etapa do Campeonato Brasileiro de 2009 na modalidade OC6 (seis pessoas) e também valerá para o ranking nacional de OC1 (individual) e OC2 (dupla). As disputas serão realizadas nas categorias: masculina, feminina, máster, estreante e mista (essa última apenas para OC2).</p>
<p style="text-align: justify;">“Largar do posto seis vai ser emocionante! É a primeira prova que participo em que vão largar mais de 20 canoas juntas. O máximo que eu alinhei na largada foram 9 canoas. Vai ser muito emocionante. Fora que o circuito é muito bonito, a praia de Copacabana, de Ipanema, as Ilhas Cagarras&#8230; Já remei no Havaí e o Rio não deixa nada a desejar. É um lugar perfeito para a prática do esporte”, comenta Dani.</p>
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<p> </p>
<p>“A dificuldade maior dessa prova, e do esporte em geral, é ter tranqüilidade para aproveitar as correntes marítimas certas”, ensina Cuattrin.</p>
<p>No circuito de OC6, que acontece no dia 10, os competidores vão largar do Posto 6, seguir para o Leme, passando por toda a praia de Copacabana, contornar as Ilhas Cagarras em direção ao Leblon e voltar ao Posto 6 explorando a orla de Ipanema, em um belíssimo percurso de 24km. Já na prova de OC1/OC2, que acontece dia 12, os atletas sairão do Posto 6, contornarão as Cagarras e voltarão para o Posto 6. A distância total é de 15km.</p>
<p>Três equipes de OC6 merecem destaque: a paulista Matero Atenah, equipe formada exclusivamente por mulheres; a santista TriboQPira, pentacampeã brasileira na OC6 com 100% de aproveitamento neste ano, e a Praia Vermelha Va’a Club, campeã em 2008.</p>
<p>Atualmente, mais de 400 remadores, distribuídos em 18 clubes participam das competições realizadas anualmente. As etapas que compõem o Campeonato Brasileiro são realizadas nas principais áreas de concentração do esporte: Rio de Janeiro, São Paulo e Santa Catarina. A expectativa para a etapa carioca é de que esta seja a prova com maior número de canoas já realizada no país. Na competição de OC6 serão 28 equipes, com 168 atletas. Já nas disputas de OC1 e OC2, mais de 50 equipes estão confirmadas.</p>
<p>Patrocínio: OGX<br />
Realização : Praia Vermelha Va’a Club<br />
Produção: MaxSports<br />
Apoio: Rio Off Road</p>
<p>Mais informações:<br />
<a href="http://www.praiavermelha.org">www.praiavermelha.org</a></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Sobre o esporte<br />
</strong>A Canoa Havaiana atual descende das tradicionais canoas que os polinésios usavam há mais de três mil anos para pescar e buscar novas ilhas de onde pudessem tirar sustento. Foi com uma embarcação muito parecida com as usadas em competição hoje em dia, que eles conseguiram enfrentar a navegação em mar aberto e chegaram &#8211; e povoaram – a Ilha de Páscoa, o Tahiti e o Havaí. Devido a sua grande importância, a construção de uma canoa passou a ser algo sagrado. As árvores derrubadas para sua elaboração eram escolhidas pelos sacerdotes graças ao seu espírito, ou “maná”, e abençoadas por eles antes do seu corte. Depois de prontas, a primeira partida era precedida de um ritual religioso, no qual os sacerdotes abençoavam as canoas e pediam proteção para enfrentar as gigantescas ondas dos mares do Sul.
</p>
<p style="text-align: justify;">O respeito à cultura polinésia, aos precursores do esporte e à filosofia de trabalho em equipe que vem deles são fundamentais para os praticantes do “outrigger”. Até hoje, sempre que uma canoa entra pela primeira vez no mar, ela é batizada com um nome na língua original. As canoas medem, em média, 14 metros de comprimento, 90 cm de altura e 50 cm de largura e pesam entre 150 e 180 quilos. As canoas de casco único têm um flutuador lateral chamado “ama” que é preso ao barco por dois “yakos” de madeira para dar mais estabilidade. E é por causa desse “braço”, que a canoa havaiana foi apelidada de “outrigger” pelos colonizadores americanos. As canoas têm capacidade para até seis remadores, cada um com uma função específica e importante para o sucesso da equipe.</p>
<p style="text-align: justify;">Uma das poucas mudanças que a canoa havaiana sofreu com o passar dos anos foi o material básico para sua construção. No início, as canoas eram produzidas com a madeira koa (um único tronco), que por questões de preservação ambiental foram substituídas por fibra de vidro, que dão um colorido especial às embarcações. Por causa do respeito às tradições, poucos países cultivam a prática desse esporte. Podemos citar as Repúblicas das Ilhas Polinésia e Micronésia, Nova Zelândia, Austrália, Japão, China, Estados Unidos, Canadá, Itália, Costa Rica e, por fim, o Brasil.</p>
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